Política, governo, internet e mídias sociais combinam?

20 jan

Por Ricardo Azarite

Dois dos assuntos que sempre me despertaram muito interesse são Internet e política. Recentemente tenho visto a importância de aliar ambos os assuntos e como fazê-lo traria enormes facilidades para a democracia e para o governo – e governabilidade – de modo geral.

No Brasil, os assuntos de mídias sociais e internet têm sido discutidos mais fortemente só nos últimos anos, em decorrência de alguns fatores sociais (acesso à rede) e comerciais (táticas de marketing/publicidade). Ainda assim, muito pouco foi levado para o mundo público e da política, o que considero uma oportunidade que é sub-aproveitada.

Fazendo um resumo da evolução dessa união, coloco as seguintes etapas:

  • Celular (2004): candidatos spammers começam a enviar SMS e ligar para um mailing de números, meio que sem falar nada com nada, com um discurso pouquíssimo relevante e muito invasivo;
  • Orkut (2006): é exatamente a mesma tática usada no celular; perfis spammers adicionando todo mundo, divulgando seus números sem táticas de interação ou de criação de conteúdo relevante;
  • Twitter/Facebook [modo 1.0] (2010): é o uso de perfis no Twitter e pages no Facebook de modo invasivo – mas nem tanto quanto spam no celular – e sem estimular interações ou um teste de democracia em mídias sociais, o exemplo máximo desse uso da internet na política é a candidatura da Marina Silva, em uma tentativa de imitar o que Obama fez na corrida eleitoral de 2008;

Cases de sucesso do casamento política e Internet

De acordo com essa linha do tempo, vemos que o Brasil está em um estágio embrionário do uso da Internet e das mídias sociais na política e no governo. Tenho aqui alguns cases positivos e negativos, brasileiros e estrangeiros, para ver o que pode ser feito sobre isso – fugindo do padrão Obama:

O uso de mídias sociais e internet para qualquer fim está ainda muito no começo – empresas mal sabem fazê-lo! Mas a tendência é de que cada vez mais se utilize dessa oportunidade para transformar o governo em algo mais aberto e passível de democracia de fato – e não representativa.

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